quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Análise do Trabalho e Estudo dos Tempos e Movimentos

O instrumento básico para se racionalizar o trabalho dos operários era o estudo de tempos e movimentos (motion-time study). O trabalho é executado melhor e mais economicamente por meio da análise do trabalho, isto é, da divisão e subdivisão de todos os movimentos necessários à execução de cada operação de uma tarefa. As etapas do processo de análise do trabalho e estudos dos tempos e movimentos são as seguintes:

1. Selecionar um pequeno grupo de trabalhadores qualificados para executar uma determinada tarefa a ser analisada.
2. Estudar a série exata de operações ou movimentos elementares que cada trabalhador repete quando executa a tarefa a ser analisada, além das ferramentas que cada um deles utiliza.
3. Marcar com um cronômetro o tempo necessário para executar cada um desses movimentos elementares e, em seguida, selecionar a forma mais rápida de executar cada elemento da tarefa. Além da determinação do tempo médio para a execução de cada movimento, adicionar também os tempos elementares ou mortos (esperas, tempos de saída do operário da linha para descanso, etc.) para avaliar o "tempo padrão".
4. Eliminar os movimentos incorretos, lentos ou inúteis.
5. Reunir em uma série ordenada os movimentos melhores e mais rápidos, além das melhores ferramentas para definir o novo método de trabalho.

Com isso, padronizava-se o método de trabalho e o tempo destinado à sua execução. Método é a maneira de se fazer alguma coisa para obter um determinado resultado. O estudo dos tempos e movimentos permite a racionalização dos métodos de trabalho do operário e a fixação dos tempos padrões para a execução das tarefas.

Os objetivos do estudo de tempos e movimentos são:

1. Eliminação de todo o desperdício de esforço humano.
2. Adaptação dos operários à tarefa.
3. Treinamento dos operários.
4. Especialização do operário.
5. Estabelecimento de normas de execução do trabalho.

Frank B. Gilbreth (1868-1924) foi um engenheiro americano que acompanhou Taylor no esforço de aumentar a produtividade. Introduziu o estudo dos tempos e movimentos dos operários como técnica administrativa para a racionalização do trabalho. Concluiu que todo trabalho manual pode ser reduzido a movimentos elementares (aos quais deu o nome de therblig, anagrama de Gilbreth) necessários à execução de qualquer tarefa.
Os movimentos elementares (therbligs) permitem decompor e analisar qualquer tarefa. A tarefa de colocar parafusos representa sete movimentos elementares: pegar o parafuso, transportá-lo até a peça, posicioná-lo, pegar e transportar a chave de fenda até o parafuso, utilizá-Ia e posicioná-la na situação anterior. O therblig constitui a unidade fundamental de trabalho.
O conceito de eficiência é fundamental para a Administração Científica. A análise do trabalho e o estudo dos tempos e movimentos focalizam a melhor maneira (the one best way) de executar uma tarefa e elevar a eficiência do operário. A eficiência significa a correta utilização dos recursos (meios de produção) disponíveis. Pode ser definida pela equação E = P /R, na qual P são os produtos resultantes e R os recursos utilizados. A organização racional do trabalho busca a melhor maneira, isto é, o melhor método de trabalho para se realizar a tarefa. O método define o padrão de desempenho, que é equivalente a 100% do tempo padrão. A eficiência do operário significa a relação entre o desempenho real e o desempenho previamente estabelecido como eficiência igual a 100%. Daí, a expressão percentagem de eficiência para representar o resultado daquela equação. Assim, a eficiência está voltada para a melhor maneira pela qual as coisas devem ser feitas ou executadas (métodos de trabalho), a fim de que os recursos (pessoas, máquinas, matérias-primas, etc.) sejam aplicados da forma mais racional possível. A eficiência preocupa-se com os meios e métodos, que precisam ser planejados a fim de assegurar a otimização dos recursos disponíveis. Emerson utiliza a expressão engenharia de eficiência como uma especialidade na obtenção e maximização da eficiência. Para ele, "eficiência é a relação entre o que é feito e o que pode ser feito". A conseqüência direta da eficiência é a produtividade. A produtividade pode ser definida como a produção de uma unidade produtora por unidade de tempo, isto é, o resultado da produção de alguém por um determinado período de tempo. Quanto maior a eficiência, tanto maior a produtividade.

Fonte: http://www.administradorbr.com/2010/01/analise-do-trabalho-e-estudo-dos-tempos.html
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